ÚLTIMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS
Empresas mais afetadas vão ter ″mais tempo″ nas moratórias
JN/AgênciasHoje às 18:19O ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, assegurou, esta quinta-feira, que será dado “mais tempo” às moratórias concedidas às empresas dos setores mais afetados pela crise causada pela pandemia de covid-19.”Para os setores mais afetados, que não beneficiaram da continuação da atividade, vamos precisar de lhes dar mais tempo”, afirmou Siza Vieira num debate online intitulado “Recuperar Portugal de lés a lés”, promovido pelo Novo Banco e transmitido nos canais da Global Media, referindo-se às moratórias de crédito concedidas para responder à crise.O ministro salientou que “a crise está a ter um impacto desigual e a saída da crise está a ter também um ritmo desigual” e, por isso, o Governo tem “conversado com o setor bancário” com o foco nos setores de atividade mais afetados pela pandemia.”Estamos a falar do turismo, restauração, algumas áreas do comércio a retalho, de alguns segmentos do transporte, alguns segmentos da indústria transformadora”, acrescentou Siza Vieira.”As moratórias, para as empresas a quem o ano correu bem, foram uma ajuda muito grande para o reforço da sua caixa e para uma poupança empresarial muito significativa”, pelo que estas empresas podem agora retomar o serviço de dívida que têm para a frente, defendeu o governante.Já para as empresas mais afetadas, o ministro explicou que será dado aos bancos e às empresas “a oportunidade de discutirem as condições de como podem proceder ao refinanciamento ou à reestruturação da sua dívida sob moratória” sendo que as empresas podem “dar uma garantia sobre uma parte do crédito que está em moratória, para facilitar o esforço que os bancos vão ter de fazer”.”Estamos a falar de empresas viáveis que ficaram afetadas pela pandemia e que precisam apenas de um apoio, seja de tempo, seja de um capital adicional para poderem recuperar”, realçou Siza Vieira.O ministro indicou que pretende que até meio de julho seja dado “o quadro claro” às empresas e aos bancos para “poderem ter essas conversas, que em muitos casos, já estão a ser tidas”.Siza Vieira disse que estas medidas serão combinadas com outras, lembrando que no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) Portugal reservou 1.300 milhões de euros para a capitalização de empresas, sendo uma parte usada para recapitalizar as empresas afetadas pela pandemia e que tenham “alguma dimensão”.As outras empresas que já estão em incumprimento ou que já estavam em dificuldades antes da pandemia “vão precisar de um esforço maior de reestruturação, salientou o ministro, acrescentando que neste campo é preciso “criar um quadro mais favorável para que os credores e os acionistas possam reestruturar as empresas”.Face à anterior crise financeira, “os bancos estão mais capitalizados e portanto podem gerir melhor estas situações de reestruturação e o Estado também está disponível para apoiar com linhas de crédito”, sublinhou Siza Vieira.Por sua vez, o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, que também participou no debate, realçou que, apesar de a banca estar mais capitalizada, “causa mais dificuldades no acesso ao crédito às empresas” e apelou aos bancos que tenham “mais ousadia, que arrisquem mais”.”É preciso que a banca seja um parceiro de risco”, defendeu António Saraiva, acrescentando que o Estado deve, por sua vez, garantir estabilidade e previsibilidade fiscal às empresas e ser “mais ambicioso” e avançar com reformas.
Source link








